Desde pequeno, sempre tive grande apreço por professores: pessoas que dedicam a vida a ensinar o que sabem ao outro e que, muitas vezes, não são valorizados como deveriam.
Foto: Tom Rickman (08/02/40 – 03/09/18) por Getty Images
Desde pequeno, sempre tive grande apreço por professores: pessoas que dedicam a vida a ensinar o que sabem ao outro e que, muitas vezes, não são valorizados como deveriam.
Foto: Tom Rickman (08/02/40 – 03/09/18) por Getty Images
A relação das pessoas com carros costuma dizer muito sobre elas. Meu sobrinho, por exemplo, é fanático por eles — sejam reais, sejam personagens do filme da Disney. Ele acha a Itália incrível porque é a terra dos Cinquecentos e sabe dizer a marca de praticamente todos os carros que passam na rua — desde os três anos de idade. “Pai, por que nas Olimpíadas aparece o símbolo da Audi em todo lugar?”
Você chega no estande da locadora, uma mulher sorridente encontra a sua reserva.
Minha família se divide em dois grupos: os que evitam os médicos ao máximo e só vão a um consultório quando estão tossindo há três semanas e os que à primeira dorzinha vão correndo para a lista de médicos conveniados, buscando o reumatologista mais próximo.
Foto: Acervo pessoal
Eu nunca pensei em mim como um artista. A arte sempre esteve ali, à espreita, esperando para ganhar um espacinho na minha vida, mas artista, ARTISTA, isso era outra coisa: era quem aparecia na TV, quem pintava quadros.
Foto: Pâmela Almeida Resende
Pense na última pessoa com quem você se comunicou. A menos que ela estivesse na sua frente, é provável que você tenha mandando um e-mail, uma mensagem no WhatsApp, marcado em algo no Instagram; pode ter sido um post no Twitter para ninguém em específico, um textão no Facebook, um áudio de oito minutos ou um meme de oito palavras. Seja qual for o formato, acho fascinante observar a agilidade com que a nossa comunicação se transforma.

Minha avó sempre fazia as coisas do seu jeito, e sempre conseguia o que queria. Uma das coisas que queria era que minha mãe fosse ao menos uma vez na vida a Jerusalém – uma viagem que ela mesma havia feito. Por isso, não me foi de grande espanto descobrir que a viagem que faria com minha mãe à Terra Santa começaria precisamente no data do seu aniversário. “Morreu, mas ainda assim consegue as coisas!” – brincamos.
Foto: Acervo pessoal
Diversos estudos dizem que o ser humano busca, acima de tudo, pertencer e conectar-se. Faz sentido. Conectar-se com o outro é uma das jornadas mais fascinantes do nosso passeio por este planeta. Alguns entram na nossa vida com mais intensidade, alguns ficam por mais tempo, alguns compartilham os momentos mais íntimos, outros os mais alegres, outros os mais marcantes… É como se uma parte de todos que passaram pela minha vida tivesse ficado em mim e, da mesma forma, houvesse pedaços de mim espalhados pelo mundo, em busca de novas conexões.
Foto: Shutterstock
Quando eu era criança, um dos meus programas favoritos era ir ao McDonald’s: um McChicken, uma batata média, um guaraná e um nuggets de seis com molho caipira e eu estava no céu. Se fosse seguido de um cinema, então, o dia ganhava o status de melhor dia do ano.
Foto: Acervo pessoal
Durante mais de 20 anos da minha vida, passei a virada do ano exatamente no mesmo lugar, com as mesmas pessoas: minha família. A casa onde tios, primos e afins reuniam-se era situada em um lugar estratégico onde era impossível ver qualquer tipo de fogos, e a proximidade com uma favela sempre deixava dúvidas sobre o teor dos estouros. Foram fogos? Foram tiros?
Fico pensando como, todos os anos, mais ou menos no mesmo ponto do universo, o dia 1º de janeiro vai surgindo no horizonte, timidamente, de hora em hora por todo o planeta, trazendo logo atrás um ano carregado de sonhos, alheio ao mundo de expectativas colocadas sobre ele.
Foto: Wikipedia
“Eu sou um pouco travada pra falar em público, me dá umas dicas?”, pediu uma amiga outro dia. Eu ri. Sete anos atrás isso seria uma piada.
Foto: Acervo pessoal